
No
nosso estudo de interferência nos concentramos até agora
no problema de interferência entre apenas dois feixes. Queremos
agora tratar o problema de interferência entre múltiplos
feixes. Uma maneira de se produzir um grande número de feixes
mutuamente coerentes é por reflexão múltipla
entre duas superfícies planas e paralelas parcialmente refletores,
como por exemplo, a placa de vidro mostrada na Fig. 7.9.

Fig. 7.9 - Interferência
por múltiplas reflexões.
Vamos inicialmente considerar apenas os raios (1) e (2) atingindo
o ponto P. Posteriormente tomaremos um número maior de raios.
Tomando a origem da propagação no ponto A, a situação
do campo elétrico será:
Em A: |
|
Incidente: E0 exp{-iw
t}
Refletido: rE0 exp{-iw t}
Transmitido: tE0 exp{-iw t} |
(7.22a) |
(7.22b) |
(7.22c) |
Em B: |
|
Incidente:

Refletido:

Transmitido:
 |
(7.23a) |
(7.23b) |
(7.23c) |
Em C: |
|
Incidente:
Refletido:

Transmitido:
 |
(7.24a) |
(7.24b) |
(7.24c) |
A
frente de onda é constituída pelos campos em C e C',
dados por:
onde
.
Por outro lado, vemos que
e
implicando que
Definimos:
Podemos ainda obter através das equações de Fresnel
que r = -r'
e tt'=1-r2.
Desta forma o campo elétrico total na frente de onda será:
 A
|
(7.27) |
de forma que a intensidade será proporcional a:
Se
tivermos trabalhando com vidros teremos r
~ 0,2 ® r2
= 0,04 ® (1-r2)=0,96
~ 1. Então:
A
diferença de fases é:
Usando
a lei de Snell,
=
, temos:
As
condições de máximo e mínimo de interferência
são dadas respectivamente por:
Sergio Carlos Zilio
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