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Devido à dispersão (dn/dl0) dos vidros utilizados na confecção das lentes, o índice de refração depende do comprimento de onda e assim, de acordo com a eq. (3.12), o foco varia com l. Esta variação é chamada de aberração cromática e pode ser substancialmente reduzida pela combinação de duas lentes feitas de vidros diferentes de tal maneira que a aberração de uma compensa a da outra. Este par de lentes é chamado de dubleto acromático e foi desenvolvido por John Dollond em 1758. Para entender seu princípio de funcionamento, devemos tomar a equação do fabricante de lentes, eq. (3.12), e expandir o índice de refração em torno de um dado comprimento de onda l0. Assim,

(3.31)

onde Dl = l-l0 e f é o valor da distância focal no ponto l0. Note que f(l) depende de ll apenas no termo Dl e as demais grandezas que aparecem na equação são calculadas no ponto l0.

No caso de um dubleto, temos duas lentes de distâncias focais f1 e f2 muito próximas, de forma que a eq. (3.17) pode ser aplicada. Definindo:

(3.32a)

(3.32b)

como grandezas calculadas no ponto l0, podemos escrever a distância focal da lente equivalente como:

(3.33)

onde, novamente, a dependência de f em l está contida no termo Dl. A eq. (3.33) pode ser re-escrita como:

(3.34)

onde . Como queremos que f(l) não dependa de l, o termo entre parênteses deve ser nulo. Assim, temos duas equações:

(3.35a)

(3.35b)

que podem fornecer os valores desejados de f1 e f2:

(3.36a)

(3.36b)

Em suma, conhecendo-se a dispersão de um tipo de vidro particular, computa- se e para um dado l0, a partir dos quais se determina f1 e f2 para o valor de f desejado e constroi-se o dubleto. Entretanto, como dn/dll também varia com o comprimento de onda, o dubleto funciona bem apenas num certo intervalo em torno de l0. Para melhorarmos os cálculos teríamos que considerar termos de ordens superiores na expansão dada pela eq. (3.31).

Sergio Carlos Zilio

 

 
   

 


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