
Um outro ponto interessante
a ser tratado neste capítulo é como o fato de um trem
de ondas não ser temporalmente infinito altera sua composição
espectral. Considere o campo elétrico E(t) num certo ponto
do espaço. Esta função está relacionada
com a transformada de Fourier da função g( ),
que dá a composição espectral do campo através
da transformação:
Tomemos um trem de ondas temporalmente finito, como o mostrado na
Fig. 8.5. Ele pode ser expresso como:

Fig.8.5 - trem de ondas finito
Desta forma, podemos encontrar
g( )
dado pela eq.
como:

que podemos re-escrever
como:
A intensidade do feixe é
Entretanto, através do teorema de Parceval podemos relacionar
e
como:
Vamos chamar
de
,
que é a função de distribuição
espectral, ou seja, a energia do trem compreendida entre
e
.
As duas funções g ( )
e G ( )
estão esboçadas na Fig. 8.6. G(
) é dado por:
,
onde
.
Notando que
,
podemos encontrar as frequências que dão a meia largura
do pico central através de:

Fig. 8.6 - Composição
espectral do campo elétrico, g( )
e função de distribuição espectral, G( ).

Esta igualdade pode ser resolvida para nos dar os valores de
e
com os quais se calcula a meia largura da distribuição
espectral:
Logo, a largura da linha espectral está relacionada com o tempo
de coerência através de:
expressão esta que já foi utilizada para o cálculo
dos comprimentos de coerência de diferentes fontes de luz.
Sergio Carlos Zilio
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