
No capítulo anterior
deduzimos fórmulas para a interferência de ondas eletromagnéticas
supondo serem elas monocromáticas, coerentes e de amplitudes
constantes. Em casos reais, a amplitude e a fase variam com o tempo
de maneira aleatória, produzindo assim, intensidades de luz
que flutuam rapidamente. No caso da superposição dos
campos
e
,
a intensidade será, a menos de constante multiplicativa, dada
por:

onde
significa média temporal,
e
.
No que segue, vamos supor que
e
são paralelos. A Fig. 8.1 mostra um caso típico de interferência.
Supondo que os feixes 1 e 2 deixam fonte S em t = 0, eles chegarão
ao ponto de observação P após decorridos os tempos
t e
,
respectivamente, posto que caminham distâncias diferentes. Logo,
E1 = E1(t) e
.

Fig. 8.1 - Interferência de dois campos E1 e E2.
Na expressão para a intensidade temos um termo “cruzado”
em
e
.
Vamos definir uma função de correlação
ou coerência mútua como:

e a função de correlação normalizada:
onde
e
 .
Assim, com base nas equações
e

podemos
escrever:
A função
é geralmente uma função periódica de t.
Portanto, teremos um padrão de interferência se
,
chamado de grau de coerência, tiver um valor diferente de 0.
Em termos de
temos os seguintes tipos de coerência:
= 1 Coerência completa
0 <
< 1 Coerência parcial
= 0 Incoerência completa
No capítulo anterior definimos visibilidade das franjas como:
Como a função
pode ser positiva ou negativa, temos:


Logo, em termos de
a visibilidade é dada por:
e no caso particular em que I1 = I2,
assume uma expressão simples:
Desta forma, para intensidades de mesmo valor, a visibilidade das
franjas nos indica o grau de coerência da luz.
Sergio Carlos Zilio
|