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Como
mencionamos na seção anterior, a propagação
de um feixe gaussiano não segue as leis da óptica geométrica,
mas sim da óptica ondulatória, onde o fenômeno
de difração é importante. O que devemos fazer
para caracterizar o feixe gaussiano é determinar como w(z)
e R(z) variam conforme a onda se propaga. Isto é feito através
da lei ABCD que discutiremos a seguir. Vamos definir um parâmetro
q(z) = k/Q(z), tal que para a propagação
num meio homogêneo obtemos q(z) =
q0 + z, como indica a eq. (4.27). Por outro lado, vemos
da eq. (4.30) que:
Desta
forma, sabendo como q(z) varia com z, a parte real de 1/q(z) dará
R(z), enquanto que a parte imaginária está ligada a
w(z). Se conhecermos w0, podemos encontrar z0, e q0 = iz0. Substituindo
em q(z) = q0 + z obtemos a eq. (4.31). Entretanto, um dado sistema
óptico pode conter componentes tais como lentes, sistemas ópticos,
etc. Neste caso, a variação do parâmetro q é
dado pela lei ABCD:
onde
q1 e q2 se referem a dois planos quaisquer perpendiculares
ao eixo óptico (z), enquanto que A, B, C, e D são os
elementos da matriz que caracteriza a propagação geométrica
de um raio de luz entre os planos 1 e 2, como vimos no Cap. 3. No
caso da propagação por um meio homogêneo, usamos
a matriz de translação calculada no problema 3.1, onde
A=1, B=z, C=0 e D=1, e obtemos q2 =
q1 + z, como anteriormente. O cálculo da propagação
do feixe gaussiano em alguns sistemas particulares será deixado
como exercício.
Sergio Carlos Zilio
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