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Em 1900, Max Karl Ernst Ludwig Planck (1858-1947) introduz o conceito
de quanta para a explicação do espectro da radiação
emitida por corpos aquecidos a uma dada temperatura T, como por exemplo,
fornos de fundição. Surgiu então o conceito de
que a radiação era absorvida pelos átomos da
cavidade de forma discreta, o que deu origem à mecânica
quântica. Foi introduzida a constante de Planck e a energia
absorvida por átomos com frequência de ressonância
n como En = h . Embora Planck tivesse
quantizado os átomos da cavidade, foi Einstein, que com a explicação
do efeito fotoelétrico, quantizou a onda eletromagnética
associando a ela uma partícula, que posteriormente foi denominada
fóton.
Com as idéias introduzidas por Niels Bohr e pelos cientistas
da escola de Copenhagen, a mecânica quântica foi desenvolvida
na sua quase totalidade até 1927. O trabalho de Schrödinger,
que introduziu a função de onda na descrição
de um sistema quântico, está fortemente baseada na analogia
que existe entre a óptica geométrica e a mecânica
clássica, que será revisada no próximo capítulo.
Portanto, como já mencionamos, o entendimento dos fenômenos
que ocorrem na óptica ondulatória auxiliam bastante
o aprendizado da mecânica quântica.
De acordo com o que foi explanado acima, podemos dividir o estudo
da óptica em três partes:
a) óptica geométrica - trata-se a luz como raios que
se propagam em linha reta nos meios homogêneos, de acordo com
a descrição de Newton. Nos capítulos 2 e 3 abordaremos
alguns de seus aspectos, sem no entanto exaurir completamente o assunto.
b) óptica física - leva em conta a natureza ondulatória
das ondas eletromagnéticas e como conseqüência temos
a aparição de fenômenos tais como interferência
e difração. Esta parte da óptica está
relacionada com o entendimento que Huygens tinha a respeito da natureza
da luz, e será apresentada nos capítulos de 4 a 9.
c) óptica quântica - nesta parte quantiza-se o campo
eletromagnético, aparecendo assim o fóton. Com esta
teoria podemos tratar da interação entre fótons
e átomos e explicar detalhadamente o funcionamento do laser.
Neste curso estaremos interessados principalmente em óptica
física, embora façamos uma breve revisão de óptica
geométrica. Veremos, no cap. 4, a origem da equação
de ondas e sua solução para em seguida abordarmos problemas
ligados à polarização das ondas eletromagnéticas,
tais como a geração de uma dada polarização
e seu uso. Descrevemos vários dispositivos que geram ou alteram
uma dada polarização. No capítulo subsequente
analisaremos o fenômeno de interferência, discutindo vários
tipos de interferômetros e suas aplicações. No
Cap. 6, veremos um tópico importante para a obtenção
de interferência, que é a coerência da fonte de
luz utilizada. Finalmente, estudaremos a difração de
luz e suas aplicações práticas, dentre as quais
se destaca a rede de difração.
Este curso certamente será melhor aproveitado se for acompanhado
com demonstrações dos vários tópicos abordados.
Levando este fato em conta, incluímos no capítulo final
práticas demonstrativas que ilustram e complementam os assuntos
apresentados.
Sergio Carlos Zilio
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