
A
refração altera a forma com que os nossos sentidos percebem
os objetos. Uma colher, por exemplo, dentro da água parece
ter-se entortado.
Vamos
considerar nesse capítulo a formação de imagens considerando-se
a superfície de separação entre dois meios como sendo um plano.
Tal arranjo tem o nome de dióptico plano.
Antes
de considerarmos o caso de um objeto extenso, vamos analisar
a imagem P’ de um ponto objeto P situado no meio (2).
O ponto P pode ser pensado como um ponto de um objeto dentro
da água, por exemplo. Podemos, agora, imaginar dois raios
luminosos oriundos do ponto P. Consideremos um raio incidindo
perpendicularmente e outro não. Aquele que incide perpendicularmente
à superfície não muda de direção. O outro que incide obliquamente
muda de direção.

Note-se
que os raios refratados não se encontram. No entanto, o prolongamento
desses raios refratados se encontram num ponto P’. Esse é
o ponto imagem de P. A imagem P’ é virtual uma vez que ela
é determinada pelo prolongamento dos raios luminosos refratados.
Marques
e Ueta
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