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Nesta
seção analisaremos a determinação, utilizando
o método gráfico, de imagens de objetos extensos.
Nos limitaremos a analisar objetos diante de um espelho esférico
e colocados perpendicularmente ao eixo principal.
Como estaremos lidando com espelhos de Gauss (com abertura pequena)
o processo descrito a seguir se aplica rigorosamente apenas para
objetos pequenos.
As imagens de um objeto podem ser classificadas em imagens reais
(quando são formadas diante do espelho) e imagens virtuais
(formadas atrás do espelho). Importante lembrar nesse contexto
que as imagens reais são formadas quando do encontro dos
raios refletidos ao passo que na imagem virtual temos a formação
da imagem resultante do encontro do prolongamento desses raios.
Um objeto pode igualmente ser real ou virtual. No caso dos espelhos,
dizemos que o objeto é virtual se ele se encontra atrás
do espelho. Nesse caso, o próprio objeto é formado
pelo prolongamento dos raios luminosos e não pelos próprios.
Um arranjo que permite a formação de um ponto objeto
virtual no caso de um espelho esférico pode ser obtido colocando-se
diante do espelho esférico uma lente convergente. Nesse caso,
os raios luminosos paralelos incidentes levam (como efeito da focalização
devido à lente) à formação de um objeto
virtual.
No caso de espelhos esféricos a imagem de um objeto pode
ser maior, menor ou igual (caso muito raro) ao tamanho do objeto.
A imagem pode ainda aparecer invertida em relação
ao objeto. Se não houver sua inversão dizemos que
ela é direita.
As duas fotos abaixo ilustram algumas dessas características
nos casos de espelhos côncavos e convexos.
Pretende-se, nesse estudo, efetuar determinações das
características da imagem (sua localização)
em relação ao vértice do espelho. O tamanho
relativo ao objeto (maior, menor ou igual) se ela é invertida
ou não e se é real ou virtual.
Determinar a imagem de uma forma precisa (atribuindo-se valores
para o seu tamanho, por exemplo) requer o uso do método analítico.
No entanto, para uma determinação apenas das características
da mesma basta o uso do método gráfico.
O método gráfico se torna útil e enormemente
simplificado ao analisarmos as imagens de apenas dois pontos do
objeto em frente ao espelho. Usualmente, tomamos o ponto sobre o
eixo principal (ponto A) e o ponto do objeto mais afastado desse
(uma das suas extremidades (ponto B). A análise das imagens
desses dois pontos nos permite inferir as características
da imagem.
Para exemplificar o procedimento todo, consideremos o caso de um
objeto extenso em frente de um espelho esférico localizado
entre o foco e o vértice.
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