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Quando dizemos que um objeto está em movimento, isto significa
que sua posição está mudando com o passar
do tempo. No entanto, é fácil constatar que o
conceito de movimento é relativo, isto
é, um objeto pode estar em movimento em relação
a um outro mas pode estar em repouso em relação
a um terceiro objeto. |
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Consideremos um xícara sobre
uma mesa de um vagão-restaurante que se encontra
movimento. Em relação ao vagão, a xícara
(e a mesa) está em repouso (e assim ela é
vista pelos passageiros). No entanto, em relação
à Terra, a xícara está em movimento.
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Percebe-se aqui a importância de um sistema tido como a referência
para o estudo do movimento dos objetos e, portanto, no estudo da Mecânica.
Além de o conceito de movimento ser relativo
(isto é, depender do sistema de referência), outras grandezas
físicas são também relativas. Esse é o
caso da posição de uma partícula. Einstein foi o primeiro a perceber
que o intervalo de tempo entre a ocorrência de dois eventos
é igualmente uma grandeza relativa, ao contrário do
que é suposto na Mecânica Clássica.

A Terra muitas vezes é empregada
como um sistema de referência. A posição de um
navio no oceano, por exemplo, pode ser determinada atribuindo-se a
ele a sua latitude e longitude.
O ideal é adotarmos um sistema
de referência que esteja "fixo". Como veremos depois,
sistemas em movimento não uniforme são sistemas
não muito convenientes, pois neles surgem forças
ditas não inerciais dificultando assim o estudo do
movimento. Pelo fato de a Terra estar em movimento de rotação
e translação, tem-se que admitir que ela não
é um bom referencial.

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Nesse sentido, o Sol é melhor
e, por isso, ele é tido na Astronomia como um sistema
de referência melhor do que a Terra

Gil Marques
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