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Já
foi visto no Capítulo
14 que, dado um sistema de referência, um corpo permanece
em repouso ou em movimento
retilíneo e uniforme nesse sistema, se nenhuma força
resultante for aplicada ao corpo. O corpo permanecerá em repouso
se a sua velocidade inicial é nula no sistema de referência
escolhido. Isso representa o equilíbrio na translação
,
o corpo permanecerá em repouso se
.
Por outro lado, se nenhum torque é aplicado ao corpo, ele permanecerá
estável também quanto às rotações.
,
o corpo não sofre rotações, se já estava
parado, conforme vimos no Capítulo
24.
Assim, dizemos que um corpo está em equilíbrio com
relação a um sistema de referência se
e
.
Não haverá translação nem rotação
se já se encontrava parado. Exemplos de casos em que å
= 0 e å = 0 são estudados em Estática. São
vistos, em geral, forças e torques em prateleiras, em pontes
e em utensílios diversos.
Um aspecto que passa despercebido é que, sem conhecer as leis
do equilíbrio, nós nos valemos de comportamentos adquiridos,
que são coerentes com as previstas em física, como as
que envolvem menor gasto de energia. Desde pequenos, seguimos modos
de atuar que sejam mais cômodos ou mais fáceis para atingir
um objetivo.
Uma dona de casa, por exemplo, carrega as compras da feira num carrinho,
que é fácil de puxar. Se ela leva sacolas, ela certamente
as carrega com os braços na vertical e não na horizontal,
o que pode causar uma distensão do braço mas não
um torque. O gasto de energia é menor nessas escolhas.
Ao sentar, andar, pular e até ao espreguiçar, estamos
automaticamente usando forças e torques musculares de modo
a não cair, isto é, mantendo o equilíbrio necessário,
instante por instante.

Marques
e Ueta
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