Medir
velocidades médias em movimento retilíneo e obter as velocidades
instantâneas em função do tempo.
Representar
graficamente os resultados obtidos (Veja o capítulo seguinte).
Utilizando
o gráfico de variação do espaço em função do tempo, obter
as velocidades e acelerações correspondentes (derivação gráfica).
Calcular
os espaços correspondentes às velocidades a partir do gráfico
de velocidades ( integração gráfica).
Interpretar
gráficos, isto é , relacioná-los às equações correspondentes.
Você vai utilizar esferas de rolamentos com diâmetro aproximado de
5mm.
Você vai precisar também de um tubo de vidro de aproximadamente 1
metro de comprimento e diâmetro de ~6cm, cheio de óleo.
Pode-se
utilizar óleo de cozinha ou de motor de automóveis ou caminhões.
Faça marcas com fita adesiva: a 5cm do fundo do tubo e a cada 20cm
acima dessa primeira marca.
Procedimento:
1. Inicialmente solte uma esfera e observe que, no trecho inicial,
o movimento é claramente acelerado. Depois, nota-se que a velocidade
não aumenta com a mesma razão.
2. Faça uma cronometragem entre o instante em que a outra bolinha
é solta por um colega (A) e o instante em que ela passa pela 1ª marca,
como indicado na figura. Você vai saber o tempo total gasto pela bolinha.
3.
Organize a tomada de dados de modo que os diferentes participantes
da cronometragem fiquem responsáveis por trechos diferentes. Um aluno
(B) cronometra entre o instante em que a bolinha é solta pelo colega
(A) e o instante em que ela passa pela 5ª marca. Um outro aluno (C)
cronometra entre o instante em que a bolinha é solta até a passagem
pela 4ª marca, e assim por diante. O trecho anterior à 5ª marca não
deve ser usado. Justifique por quê.
4. Organize uma tabela da tomada de dados, para medições com outras
bolinhas iguais.
aluno B
aluno C
aluno D
aluno E
Repita
a operação várias vezes
<>
desvio
em
(valor
máx. - valor mín.)/2
O
símbolo <>
indica o valor médio de
.
5.
Meça as distâncias entre as marcas e o nível superior do óleo e organize
a tabela de espaços em função do tempo. Utilize somente os valores
médios dos tempos medidos no item anterior.
distância
percorrida (cm)
tempo
gasto (s)
5ª
marca
x5
t5
4ª
marca
x4
t4
3ª
marca
x3
t3
2ª
marca
x2
t2
1ª
marca
x1
t1
6.
Faça um gráfico das distâncias em função do tempo.
7. Acrescente uma coluna na tabela do item 5, calculando os tempos
gastos pela bolinha entre traços vizinhos, por subtrações.
8.
Calcule as velocidades médias nos diferentes trechos, usando os instantes
de tempo em que a bolinha atravessou duas marcas consecutivas e lembrando
que
= 20cm (se mudou o valor, use o adequado).
Você
vai ter 4 valores para os trechos considerados, que devem ser quase
iguais. Note que os valores de tempos medidos pelos alunos no item
4 apresentaram um desvio, que vai afetar os cálculos de velocidade.
Caprichando nas medições de distância, vocês vão poder admitir que
só as medições de tempo afetam a precisão do cálculo da velocidade.
Assim, o desvio na velocidade pode ser obtida
v
±
vão definir intervalos de valores possíveis de velocidade para cada
trecho.
Esses
intervalos devem ser comparados e não só o valor médio. Se os intervalos
apresentarem uma superposição, então dizemos que dentro da precisão
das medidas as velocidades são iguais.
9.
Se as velocidades são iguais, qual é a aceleração?
10.
A soma dos vários intervalos de tempo de um evento deve ser praticamente
igual ao tempo total gasto pela bolinha no item 2.
11.
Ao retirar as bolinhas, por exemplo com o auxílio de um ímã forte,
sempre há perda de óleo. Por essa razão, é mais conveniente fazer
as marcas de cronometragem a partir do fundo do tubo. Mas outras formas
de obter o mesmo conteúdo experimental podem ser sugeridos e testados.
Observação:
O mesmo procedimento pode ser transportado para outras situações
experimentais.
Se estiver disponível um trilho de ar que faz um móvel deslizar
sobre uma plataforma retilínea sem atrito, pode-se marcar trechos
do trilho e repetir o procedimento seguido para o tubo de óleo.
Em algumas montagens, é possível medir-se o tempo através de faiscas
que marcam uma tira de papel. A freqüência das faiscas é de 60 ciclos
por segundo, de modo que o registro sobre uma fita apropriada pode
dar os espaços percorridos a cada 1/60 de segundo.
Usando um carrinho elétrico com aceleração constante, pode-se medir
a sua velocidade. Em geral, a velocidade desses carrinhos atinge rapidamente
a velocidade de regime, quando a aceleração proporcionada pelo motor
elétrico exatamente contrabalança a desaceleração da força de atrito
existente entre as rodas e o piso. Nesse caso, a velocidade do carrinho
ficará constante. Escolha uma superfície plana e lisa para fazer o
carrinho andar. Marque intervalos de 10cm com fita adesiva. Organize
equipes para a tomada de dados.
Procedimento:
1. Juntamente com os colegas de equipe cronometre os intervalos de
tempo correspondentes a cada espaço percorrido.
2. Organize a tabela de dados experimentais.
3. Obtenha as velocidades médias em cada intervalo de 10cm.
4. Faça um gráfico dos valores de velocidade em função do tempo.
5. Discuta os resultados.
Usando a montagem descrita nas demonstrações com a bolha e a esfera
de aço, pode-se medir as velocidades dos dois objetos e prever o ponto
de encontro. Para esta atividade é mais conveniente ter o tubo de
aproximadamente 1m.
Procedimento:
Marque com caneta hidrográfica referências a cada 5cm.
Meça
os intervalos de tempo, começando no instante da inversão do tubo.
Se o movimento for muito lento, é possível realizar várias medidas
simultaneamente se houver disponível um cronômetro, que permita leituras
intermediárias sem parar a cronometragem.
Obtenha
as velocidades médias em cada intervalo demarcado para a bolha e para
a esfera de aço.
Faça
gráficos das velocidades em função do tempo.
Usando
as informações necessárias faça a previsão de onde a bolha deve encontrar
a esfera.
Compare
com observações e medições experimentais. Repita a medida algumas
vezes.
Observação:
Não se esqueça de comparar levando em consideração os desvios
experimentais das medidas
1.
Num tubo de vidro ou de plástico de 50cm até 1m de comprimento e 1cm
de diâmetro coloca-se um fluido viscoso e transparente, por exemplo,
óleo de cozinha ou glicerina. Como tampa usa-se rolha de borracha.
Ao fechar o tubo cheio de fluido, deixa-se formar uma bolha, controlando-se
a quantidade de ar aprisionado. Ao inverter o tubo na vertical, a
bolha subirá lentamente em movimento retilíneo e uniforme.
2. Pode-se usar a mesma montagem anterior, acrescentando uma esfera
de aço de aproximadamente 5mm de diâmetro. Quando a bolha de ar estiver
subindo, a esfera de aço estará descendo. Por causa da viscosidade
do fluido os movimentos são uniformes.
3. Numa superfície lisa que possa ser molhada, deixe uma camada de
água e jogue um sabonete. Praticamente não haverá atrito e o sabonete
deslizará com velocidade constante. Logo no início do movimento haverá
uma aceleração positiva (a > 0), mas logo o movimento entrará em regime.
No fim do movimento, quando o sabonete estiver parando, haverá uma
desaceleração (a < 0 ).
4.
Com um pouco de habilidade manual pode ser construído um dispositivo
que desliza sobre uma superfície lisa (mesa de fórmica, por exemplo),
praticamente sem atrito. Num bloco liso de madeira faça um furo no
centro e encaixe uma rolha. No centro da rolha coloque um tubo vazado,
de diâmetro adequado, que possibilite a instalação de uma bexiga cheia
de ar. Ao ser expelido, o ar vai formar um colchão que reduz drasticamente
o atrito. O dispositivo pode ser usado em diferentes experiências.