Um breve histórico do uso da Energia Solar
O Sol está entre uma das primeiras tentativas engendradas pelo homem na procura de desvendar os mistérios que se encontravam no mundo. Nas civilizações antigas, o Sol era culturalmente e religiosamente o corpo celeste mais cultuado.
Diversos povos da antigüidade idolatraram o Sol, êrro talvez menos degradante que muitos outros, visto que esta estrela é a mais perfeita imagem do Divino.
De Temperamentis é a mais antiga obra a mencionar esta façanha científica de Arquimedes. Com vidros ardentes, diz Galeano, ele incendiou os barcos inimigos em Siracusa. Os historiadores Lívio e Plutarco não se reportaram a esta aplicação da energia solar, embora houvessem se referido à outras armas bem mas complexas, imaginadas por Arquimedes para combater Marcelo. O romano, infelizmente, sitiou Siracusa, que terminou capturada, e fez matar Arquimedes.
Arquimedes ateou fogo à armada de Marcela por meio de um vidro incendiário composto de pequenos espelhos quadrados que se movimentavam sobre dobradiças em todas as direções, desviando os raios solares sobre a frota romana até reduzi-la a cinzas, à distância do alcance de uma flecha.
Ao final do século XVIII o cientista francês Lavoisier, usando uma lente grande de 52 polegadas, e outra acessória de 8 polegadas, Lavoisier logrou temperaturas próximas de 1.750º C, por pouco não conseguindo fundir a platina. Foi, indubitavelmente, a maior temperatura atingida naquela época pelo homem.
Lavoisier ajudou também a evolução da fornalha solar quando provocou combustões no vácuo e em atmosferas controladas empregando recipientes de quartzo. Observou também que o fogo das fornalhas comuns parece menos puro que o das solares uma importante consideração como mais tarde evidenciariam os pesquisadores.
Podemos falar também de De Caux e de seu engenho solar primitivo que usava ar quente para bombear água. Embora apenas muitos anos mais tarde se viesse a construir um similar mais aperfeiçoado, as máquinas a ar quente são em geral interessante sob o ponto de vista histórico.
Diversos inventores começaram a trabalhar com máquinas solares quase ao mesmo tempo. Com o apoio de Napoleão III, August Moucht arquitetou, entre 1866 e 1872 uma máquina a vapor movida pelo Sol. Seu trabalho foi exibido em Tours e testado mais tarde na Argélia em bombeamento de água.
Por volta de 1875, Ericsson havia construído oito modelos diferentes de seus engenhos solares, mas, ainda que para eles reivindicassem uma elevada eficiência, nenhum era prático. Em 1883 fez uma última tentativa, criando a que era segunda máquina solar da época, em tamanho. Continha um coletor retangular parabólico de 11 por 16 pés, que movimentava um pistão de 6 polegadas de calibre e 8 de percurso. Projetado para operar a vapor ou a ar, a máquina foi conectada a uma bomba de 5 polegadas, produzindo, de acordo com Ericsson 1 c.v. por pés de coletor que ele empregará.
São muitos precedentes históricos, até atualidade, que registram experiências feitas pelo homem do uso da energia Solar, fonte energética "inesgotável", não poluente.