
Como
dissemos anteriormente, ao mudar de meio a luz altera sua velocidade
de propagação. Isto é de certa forma esperado, pois ao aumentarmos
a densidade de um meio maior será a dificuldade de propagação nele.
Os fótons devem efetuar sucessivas colisões com as partículas do meio
provocando um atraso, isto é, reduzindo sua velocidade.
A
velocidade da luz no vácuo é a maior que qualquer objeto pode atingir.
Denominamos por c a velocidade da luz no vácuo. Num meio natural
qualquer a velocidade da luz nesse meio (v) é menor do que c. Portanto,
podemos sempre escrever que

ou, equivalentemente
.
O
coeficiente n é o índice de refração do meio. É uma das grandezas
físicas que caracterizam o meio (a densidade, por exemplo, é uma outra
grandeza física que caracteriza um meio).
Em
geral é complicado elaborar teorias voltadas para fazer previsões
sobre o índice de refração de um meio (e isso é possível). Nesse
livro adotaremos a idéia de que o índice de refração é uma característica
do meio e que o valor desse índice para várias matérias pode ser obtido
através de dados experimentais emitidos em tabelas.
Tabela
1 - Índice de refração da água pura relativo
ao ar
Tabela
2 - Índice de refração de alguns sólidos
relativo ao ar
Tabela
3
- Índice de refração de alguns gases relativo
ao vácuo
Tabela
4 - Índice de refração de alguns líquidos
O
índice de refração do vácuo é 1
.
O
índice de refração do ar é muito próximo de 1. O índice de refração
da água será adotado como sendo 1,33.
Os
índices de refração de uma substância são muito sensíveis ao estado
físico no qual ele se encontra (sólido, líquido ou vapor). Pode depender
ainda da pressão, temperatura e outras grandezas físicas.
Abaixo
apresentamos algumas tabelas de índices de refração para diversas
substâncias.
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