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Para
os espelhos esféricos valem igualmente as já enunciadas
leis da reflexão. É importante, no entanto, entender
o significado geométrico dos ângulos de incidência
e reflexão nesse caso. Em primeiro lugar, os ângulos
de reflexão e de incidência são medidos a partir
da normal à superfície (a regra é geral). Assim,
a primeira providência ao determinarmos a direção
do raio refletido num ponto qualquer sobre o espelho é traçarmos
a normal à superfície passando por esse ponto.
Como a superfície
é esférica, a normal é uma reta passando
pelo ponto P e pelo centro da esfera (C) da qual a calota se originou.
A regra vale para qualquer ponto sobre a esfera. A figura a seguir
mostra a normal N para três situações distintas
(pontos A, B e P).
O ângulo
de incidência ( )
é sempre igual ao ângulo de reflexão
onde
esses ângulos são sempre medidos a partir da normal
. A figura abaixo mostra as direções de incidência
e de reflexão quando aplicamos essas leis para raios incidentes
em posições e ângulos diferentes.
Note-se que
se um raio passa pelo centro de curvatura, o ângulo de incidência
é nulo. Portanto, o ângulo de reflexão também
o será. Portanto, o raio volta na mesma direção
de onde veio se ele incidir passando pelo centro de curvatura
(ou tem seu prolongamento) passando pelo centro de curvatura.
Essa situação é ilustrada na figura a seguir
tanto para um espelho côncavo (no qual o raio passa, de
fato, pelo centro) quanto no caso do espelho convexo. Nesse último
caso, o raio de luz incidente tem apenas o seu prolongamento passando
pelo centro da curvatura.
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