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Objetivos: |
1) Observar
e quantificar, dentro das limitações experimentais, a conservação
da energia mecânica.
2) Obter a imprecisão nas medições das energias mecânicas para
efetivar a comparação.
3) Enumerar as aproximações admitidas na proposta seguida e discutir
as validades.
4) Analisar o efeito do tempo de reação dos observadores. |
Proposta:
Quando um objeto de massa m cai em queda livre de uma altura h, a
energia mecânica do objeto ao ser solto com velocidade inicial nula
é dada por mgh, a energia potencial, onde g é a aceleração da gravidade.
A queda livre implica que estamos supondo a resistência do ar desprezível.
Assim sendo, a energia cinética (Ec)
do objeto, ao chegar ao solo, deve ser igual à energia potencial (Ep).
A velocidade final v pode ser obtida cinematicamente através do tempo
de queda.

onde:


, isto é,

Se
a queda não for livre, isto é, se existir um efeito mensurável da
resistência do ar, a energia mecânica não será conservada. A resistência
do ar é uma força dissipativa.
Material
necessário:
1.
Blocos de madeira com massas aproximadamente iguais, mas com formatos
diferentes. Podem ser caixas de fósforos (vazias ou cheias) ou blocos
de outros materiais.
2. Cronômetro
3. Fita métrica ou trena
Procedimento:
1.
Numere os lados do paralelepípedo e use-o sempre na mesma posição.
Por exemplo, lado 1 para baixo.
2. Um aluno solta um bloco rente a uma parede, de uma altura h, e
um outro aluno mede o tempo de queda, repetindo várias vezes. Organize
os dados numa tabela e obtenha o valor médio dos tempos de queda.
Calcule a velocidade correspondente ao valor médio dos tempos medidos.
3. Repita as medições com o outro lado virado para baixo, de preferência
de área bem diferente à do lado 1. Suponhamos que o lado escolhido
seja o lado 2.
4. Meça as áreas dos lados 1 e 2 do paralelepípedo.
5. Compare as velocidades obtidas com o lado 1 voltado para baixo
e com o lado 2 para baixo. Discuta qual o efeito da resistência do
ar nesses dois casos.
6. Discuta qual o efeito da massa do objeto na verificação da conservação
da energia. Diferentes grupos de alunos poderão usar objetos diferentes,
com massas diferentes. A comparação dos resultados obtidos por grupos
diferentes deve embasar essa discussão.
7. Meça o seu tempo de reação. Cada aluno deve ligar e desligar o
cronômetro o mais rapidamente possível. Meça esse intervalo de tempo
repetidas vezes. Compare a dispersão dos valores obtidos por cada
aluno com as dispersões dos demais alunos. Note que o mesmo atraso
para iniciar a cronometragem ocorre no momento de desligar o aparelho.
Mas a dispersão afeta a medição. Deve-se notar também que esse tempo
de reação vale para o equipamento usado. Outro equipamento mais (ou
menos) adequado para acionar e parar dará resultados diferentes.
8. Calcule
através de determinações da massa m e da altura h.
9. Calcule
para os diferentes casos. Obtenha inicialmente o valor médio do tempo
de queda e calcule a velocidade e energia cinética correspondentes.
10. Compare Ep com Ec
para o lado 1 para baixo.
11. Compare Ep com Ec
para o lado 2 para baixo.
12. Calcule os desvios em Ep e Ec.
Compare essas duas energias dentro dos desvios experimentais. Discuta
os resultados.
1)
Miniatura de bate-estaca
Utilize uma roldana, por exemplo de varal de roupa para apartamentos,
e construa uma miniatura de bate-estacas.
2)
Energia luminosa transforma-se em calor.
Escolha
um lugar ensolarado, coloque um pedaço de algum papel sobre
o piso (que não seja de madeira!). Utilize uma lente convergente
e faça concentrar a luz do Sol num ponto. Logo você verá uma
fumacinha saindo. O feixe de luz solar é concentrado num ponto
fazendo o aquecimento localizado até causar a combustão. CUIDADO
PARA NÃO CAUSAR DANOS. |
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3)
Calculando energia mecânica num escorregador
Use
um escorregador de algum parque infantil ou de área de recreação.
Meça a altura do ponto alto do plano inclinado (h), o seu comprimento
(c) e o ângulo com a horizontal ou então a projeção do comprimento
sobre o plano horizontal. Suponha que não há perda de energia
por atrito. Calcule a energia potencial e a cinética no início
e no final da escorregada, para uma pessoa.
Calcule
a velocidade da pessoa em m/s e em km/h no final da escorregada. |
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Marques e Ueta
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