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Ao longo deste texto, proporemos várias experiências simples.
Em última análise, o que se pretende em qualquer arranjo voltado para
a experimentação é a medida de determinadas grandezas físicas.
É importante ressaltar que toda medida em Física está associada à
idéia de comparação, isto é, adotamos uma certa quantidade como padrão
e o resultado da medida é a comparação com esse padrão. Por exemplo,
para medir distâncias usamos como padrão o metro (m). Às vezes
usamos também o quilômetro (km) ou outras unidades. 
Outro aspecto fundamental no processo de medida é a existência,
sempre, de uma margem de erro no processo de efetuar medidas em
Física. As medidas têm, portanto, uma certa dose de imprecisão.
Ao medir alguma coisa mesmo no
cotidiano, por exemplo, pesar um pedaço de carne no açougue,
dificilmente se obtém um valor exato, isto é, o ponteiro não
coincide com um traço bem definido da balança. Obviamente,
isso não ocorre com balanças digitais, que mostram
automaticamente, em dígitos, a massa obtida. Mas, voltando a
mostradores analógicos (de ponteiro), obtemos o valor
aproximado através da leitura indicada pelo ponteiro usando
o traço à esquerda do ponteiro que mais dele se aproxima.
(Estamos supondo que o mostrador indique o zero da escala à
esquerda do observador e o valor máximo à direita.)
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Esse valor lido compõe a parte
exata da medida. Temos que avaliar (chutar!) um valor que
represente o quanto o ponteiro excede o traço já utilizado.
Esse valor de 1 só dígito, que foi avaliado, compõe a parte
duvidosa da leitura. Toda avaliação corre o risco de estar
incorreta. Se avaliações forem efetuadas por indivíduos
diferentes, provavelmente resultarão em valores distintos.
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A possibilidade de haver diferentes avaliações da parte duvidosa de
uma leitura implica uma imprecisão, que deve ser evidenciada na
atribuição de um desvio, neste caso,
desvio de leitura.
Suponha que a menor divisão do instrumento seja suficientemente grande
e que seja possível dividi-la, por exemplo, em 5 partes; então, cada
subdivisão imaginada valerá 0,2 de divisão. Para garantir a medida, é
melhor considerar como desvio dessa leitura 0,2 de divisão.
Observe uma régua milimetrada. É possível imaginarmos só metade da
divisão. Neste caso, o desvio de leitura será metade da menor divisão,
portanto, 0,5mm.

Em alguns casos, pode parecer possível dividirmos a menor divisão em
mais partes do que em apenas duas. Usemos o bom senso e verifiquemos
se a uniformidade das divisões ao longo de toda a escala a ser
utilizada permite tal escolha. Se não há nem uniformidade, como ocorre
freqüentemente em réguas e trenas, não se justifica querermos medir
com precisão melhor.
A precisão de uma medida é tanto melhor quanto menor for o desvio de
leitura atribuído, quando comparado com o valor medido. O desvio
relativo é definido pelo quociente entre o desvio atribuído e o valor
medido. O desvio porcentual é obtido multiplicando o desvio relativo
por 100. Quanto menor o desvio relativo ou o desvio porcentual mais
precisa é a medida correspondente.
desvio relativo=desvio atribuído/valor medido
desvio porcentual=desvio relativo x 100
Marques e Ueta
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